Os
militares de operações especiais portuguesas, têm uma experiência acumulada nas
missões em que têm participado a nível internacional, como por exemplo na
Bósnia Herzegovina, Kosovo, Timor-Leste, Guiné e República do Congo.
Em Lamego o
treino é essencialmente assente na vertente dos limites e conhecimentos do
homem, onde o pilar da tecnologia não é o mais fundamental. A formação dos elementos
de operações especiais baseia-se no tríplice triangulo do ser, o saber e o
fazer.
O hábito de
muito treino desenvolve as capacidades do indivíduo e faz conhecer os seus
limites, onde a privação do descanso, de alimentação e de bens essências, completam
o renascimento de um novo ser, da arma perfeita.
Os homens de
Operações Especiais não são mais do que pessoas, muito bem treinadas e preparadas;
que se juntam em determinadas missões. Não trabalham em grandes massas humanas,
é sempre na base solo que posteriormente se junta e participa em operações.
A missão
vai determinar o número de elementos a participar, sendo que, as Operações Especiais
podem operar tanto a dois elementos, quatro ou até mesmo com doze elementos,
tudo depende do objetivo da missão. Os militares de Operações Especiais, são todos
generalistas, com conhecimentos diversos, por exemplo, em comunicações,
socorrismo, montanhismo, explosivos; entre outros… Ao longo do tempo vão-se
aperfeiçoando, através dos cursos de subespecialidades como o curso de mergulho,
paraquedismo; etc…
Em Portugal
não existe um número elevado de militares de Operações Especiais, mas os efetivos
que existem têm uma preparação parecida à das tropas americanas que estão em
teatro de guerra. O grau de prontidão é enorme, sendo que, o grau de resposta
também.
Apenas em Setenta
e duas horas de tempo de preparação é norma para nós, mas quando foi para a
Guiné (1998) e para o Zaire (1996) em 48 horas colocámo-nos no aeroporto de
Figo Maduro em termos de primeira contingência", afirma o comandante do
CIOE.
Os
militares do Centro de Instrução e Operações Especiais (CIOE) de Lamego são vulgarmente
chamados pela alcunha de "Rangers", pelo fato dos seus instrutores
terem recebido formação nos "Rangers" dos EUA.
Mas atenção estas tropas são diferentes; os
"Rangers" Americanos são instruídos para intervir à base do
choque e da força; e as Operações Especiais Portuguesas têm por base evitar o
confronto direto. Durante o dia mantêm-se escondidos, e no silencioso da noite progridem
no terreno de forma invisível, movimentando-se furtivamente até ao objetivo.
Em suma, defendem
a máxima, ninguém fica para trás; mesmo quando detetados pelo inimigo, assumindo-se
quando preciso como implacáveis e duros como o diamante.
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